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Sul-brasileiro
de Motovelocidade começa
com recorde de participantes
Fabrízio Motta – Reportagem FCM
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Luiz Henrique Zimermann, cat. nacional 180cc
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José Brayan, cat. 55cc |

Rodrigo Riffel #98 e Pablo Reginatto #1, cat 65cc |

Leandro Lemos, cat . nacional 250cc |

Largada categoria 125cc |

Edimilson Batista, cat. street standard |

Bráz dos Santos $43 e Alcione Munari #111, cat. Open
Especial |

Denísio do Nascimento, cat. força livre especial |

Fabiano Guimarães #75 e Luiz Henrique
Zimermann #19, cat. força livre nacional |
Galeria de fotos
da abertura do Sul-brasileiro de Motovelocidade
Reflexo do bom
entrosamento entre as federações Catarinense (FCM), Gaúcha (FGM) e Paranaense
(FPrM) de motociclismo, a abertura do Campeonato Sul-brasileiro de Motovelocidade
foi um sucesso. Nesse domingo, 20, Massaranduba iniciou a competição com
um recorde histórico: 248 pilotos inscritos e uma considerável presença
dos pilotos dos Estados vizinhos. Mesmo assim a vitória de oito das 11
categorias disputadas ficaram em Santa Catarina.
Depois de uma
semana de chuva, o sol apareceu no sábado e secou a pista instaurada no
ano passado na cidade. Com o bom tempo, mais de cinco mil pessoas prestigiaram
o evento desde sábado à noite, quando houve um show nacional com uma banda
gaúcha.
No domingo,
pela manhã, foram realizadas baterias classificatórias para as classes
street standard, nacional 250cc e força livre nacional devido ao grande
número de pilotos inscritos.
Terminada a
fase classificatória, a classe nacional 180cc deu início às baterias finais.
Com o gate cheio de catarinenses, Luiz Henrique Zimermann, o Priminho,
confirmou seu favoritismo puxando o pelotão na largada e disparando rumo
aos 25 pontos. Ênio Ronchi Jr, o Balboa, chegou em segundo lugar.
Na largada da
55cc havia mais um favorito, o piloto local José Brayan. Rodrigo Montagna
largou na frente e Brayan o acompanhou por dentro. Correndo na pista de
casa, Brayan não hesitou e logo passou Montagna e foi rumo à bandeirada,
comemorada por todos que admiram o garoto que orgulha Massaranduba.
Embora cercado
de gaúchos, Rodrigo Riffel alinhou com a função de representar bem SC
na classe 65cc e fez a sua parte. Pablo Reginatto (RS) saiu na frente,
mas Riffel não se abalou e pressionou até passar e vencer a prova.
Já aquecidos
devido às classificatórias, os pilotos da nacional 250cc largaram a milhão
com Leandro Lemos (SC) vencendo de ponta a ponta. O piloto da casa, Amadeu
dos Santos tentou acompanhar, mas logo foi surpreendido por Wandrey Niels,
o Baco, que ficou com o segundo lugar.
A classe 125cc
especial largou com bom número de inscritos e qualidade melhor ainda.
Destaque para Paulo Stédile (PR), campeão brasileiro de motocross 125cc
em 1997, que retornou a pouco as competições devido a uma queda em 2004
e por enquanto está praticando o velocross e o supermoto. Fabiano “Tilico”
Barg e Stédile saíram lado a lado com Tilico levando a melhor por dentro.
Zimermann também largou por dentro e logo foi chegando, passou Stédile
e logo assumiu a dianteira deixando o pega rolar pelo segundo lugar. Stédile
chegou na segunda posição.
Com o gate cheio
de catarinenses a largada da categoria street standard foi alucinante.
Wilson Silva (PR) foi o primeiro a assumir a liderança, mas Edimilson
Batista (SC), que não largou bem, fez uma prova de recuperação e logo
estava conquistando a vitória. Wilson se manteve em segundo, mas se negou
em abrir o motor no final da prova, exigência feita devido a algumas restrições
na preparação de algumas categorias. Sem cumprir com a determinação do
regulamento o piloto paranaense foi desclassificado, e assim Gilson de
Araújo (RS) terminou em segundo lugar.
O domínio da
open especial também pendeu a favor dos catarinenses, com Bráz dos Santos.
Alcione Munari (RS) largou melhor com Bráz logo em seguida. O catarinense
manteve o contato e atacou na parte travada da pista, passando por dentro
e conquistando a vitória. Munari terminou em segundo e Antônio Lincon
em terceiro.
Os catarinenses
passaram sufoco na classe força livre especial, mas mesmo assim, Denísio
do Nascimento assegurou mais uma vitória para o Estado. Na largada Munari
partir forte, mas Fabrício Ramazzini (RS) e Denísio logo o passaram. Ramazzini
assumiu a ponta e Denisio foi pressionando, mas era bloqueado. Denísio
não desistiu e na última volta deu sua investida final, passou e mostrou
que está preparado para defender seu bi-campeonato da competição.
A categoria
força livre nacional teve o maior número de inscritos (40) e o maior equilíbrio
em representantes por Estado. Na segunda volta uma colisão exigiu a presença
dos pára-médicos na pista fazendo com que fosse necessária uma outra largada.
Na nova largada Fabiano Guimarães (RS) e Zimermann, com a mesma moto da
nacional 180cc, saíram lado a lado. Zimermann garantiu o posto na técnica,
mas não foi suficiente e Fabiano conseguiu abrir vantagem e vencer quebrando
a hegemonia de Santa Catarina.
A maioria dos
pilotos que disputaram a classe 85cc eram gaúchos, mas Santa Catarina
foi bem representados por Éder Lima que tentou acompanhar o veloz Federico
Casariego que largou certeiro e disparou até a quadriculada.
Na open nacional
domínio dos gaúchos que eram a maioria e levaram as quatro primeiras posições.
Ricardo Bitencourt largou melhor, mas não se manteve na frente por muito
tempo deixando a vitória para Márcio Dal Solio.
Com a palavra, os responsáveis pela etapa
Para Jair Costa,
organizador e incentivador da vinda maciça dos gaúchos,

Federico Casariego, cat. 85cc |

Márcio Dal Solio, cat. open nacional |
que representou 22% dos inscritos, todo o esforço foi compensado.
Na opinião de
Onílio Cidade Filho, presidente da Federação Catarinense de Motociclismo
– FCM, a etapa foi um sucesso em todos os sentidos. “Esse evento é um
medidor da potência que a velocidade tem, e Massaranduba mostrou estar
trabalhando isso muito bem”, disse.
Como previsto
por Ivan Thomaz, diretor de prova e integrante da comissão organizadora,
a prova do fim de semana foi um marco para Massaranduba que passa a ser
para a motovelocidade o que Canelinha é para o motocross. “Montamos uma
estrutura comparável à de um Brasileiro. Os investimentos foram grandes,
mas os resultados positivos foram maiores ainda. Conseguimos reunir recorde
de público e de pilotos, já que não é todo dia que mais de 240 pilotos
participam de uma prova de motovelocidade. Gostaria de agradecer a presença
dos pilotos catarinenses e, também, aos paranaenses e gaúchos que vieram
a Massaranduba abrilhantar ainda mais a competição. Graças a Deus correu
tudo bem e obtivemos sucesso absoluto. Isso tudo graças à parceria entre
a FCM e Antônio Wurst, mais conhecido como Nino, que, pelo segundo ano
consecutivo, cuidou de toda a organização da prova com grande empenho,
força e muito trabalho. O Nino foi um verdadeiro herói, viu soluções onde
ninguém queria enxergar e se empenhou para fazer acontecer o que não acontecia”,
relatou Ivan, satisfeito com o trabalho realizado.
A segunda etapa
do Campeonato Sul-Brasileiro de Motovelocidade na Terra acontece nos dias
21 e 22 de outubro no Rio Grande do Sul, em cidade a ser definida. A final
será em Rio Negro/PR, dias 18 e 19 de novembro.
Resultado
final da etapa
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