
Largada categoria 125cc |

Aristides Mafra, cat. 125cc |

Ênio Ronchi Jr. #21 e Gilson Araújo #18, cat. Street
Especial |

José Braian Padilha, cat. 50cc |
Campo Alegre
voltou ao cenário da velocidade após anos de espera, com a tradição de
quem já sediou várias etapas que fizeram a história da motovelocidade.
Correspondendo a essa tradição o público compareceu em grande número na
pista do recanto Tio Dico, que apresentou um traçado de média baixa onde
o diferencial eram as subidas e descidas, exigindo atenção dos pilotos,
e das motos torque em baixa e um bom desempenho dos freios.
Neste ano o
campeonato vem mantendo a boa média de pilotos inscritos, acima de 100
por prova, superando outras modalidades. Já com o público, o sucesso tem
sido ainda maior, graças à profissionalização na organização de algumas
provas e o empenho dos proprietários de pistas. A média de público tem
se mantido acima dos três mil espectadores, com Luiz Alves superando,
na sua primeira prova realizada, os cinco mil espectadores. Isso mostra
a todos que acreditam no esporte que a “velô” está encontrando seu lugar
e deve começar a reconquistar um circuito de etapas definidas e construir
tradição nestes locais.
Com 25 inscrições
a 125cc superlotou o gate. Assim a direção de prova teve de fazer classificatórias
para definir os 20 finalistas. Surpreendendo, Marcos Machado Júnior, de
Joinville, atropelou os favoritos e levou a prova. Já Aristides Mafra,
de Brusque, ficou com o segundo lugar, tirado a liderança de Fábio de
Oliveira que levou a primeira etapa, mas foi decaindo nas seguintes, ficando
em sexto em Campo Alegre. Maicon Kraemer, de Taió, e Leandro Lemos, de
Lages, vem se mostrando em condições de brigar nas cabeças. Leandro fez
sua primeira etapa do ano após uma contusão em Jaraguá, ficando em terceiro
lugar; Maicon anda com regularidade e disse que condições até tem, mas
o que lhe falta é motor.
Já na street
especial Ênio Ronchi Jr., o “Bauboa”, de Luiz Alves, venceu a categoria
e somou a quarta vitória, assim mantém 100% de aproveitamento. Na sua
sombra Gilson Araújo se esforçou para chegar com o seu motor 4T, mas mesmo
nas pistas travadas Bauboa administra sua moto com categoria de tri-campeão
da categoria. Gilson andou forte, botando pressão. Chegou meia moto atrás
de Bauboa, fazendo a melhor aproximação das quatro etapas.
José Braian
Padilha, de Massaranduba, e Jefferson Laube, de Jaraguá do Sul, estão
fazendo a disputa da 50cc. Braian levou a primeira etapa, Jefferson a
segunda; a terceira não foi homologada, pois na mesma data acontecia uma
etapa do Brasileiro de 50cc, e nessa quarta prova da temporada Braian
levou com a experiência de quem está pilotando no campeonato nacional.
Os dois fazem um duelo particular e liderando o segundo pelotão vem a
gatinha Maysa Pianezer, de Jaraguá do Sul, com 45 pontos.

Jefferson Laube, cat. 50cc |

Gilson Araújo, cat. Nacional 250cc |
Trazendo o numeral
18 na ponta, Gilson Araújo venceu a nacional 250cc e quebrou a seqüência
de vitórias de Bauboa. Mesmo assim Bauboa se destaca, perdendo apenas
cinco dos 100 pontos disputados, enquanto Jean Maiochi, de Guaramirim,
Gilson e Daniel Groh, de Blumenau, fazem o bolo do segundo pelotão. Jean
vinha bem, mas um sexto lugar deixou Gilson a cinco pontos do vice. Daniel
também não foi bem ficando em quinto, deixado Gilson passar a sua frente.
Mesmo assim tem muito até o final do ano e todos já mostraram seu potencial.

Wilson da Silva Pereira #77 e André
Luiz Rinco #10, cat. street standard |

Denísio do Nascimento #197 e Luciano de
Oliveira #41, cat. Força Livre Nacional |
A street standard
também correu as classificatórias, só que com 29 inscritos, fazendo valer
uma vaga na final. Só que a categoria trouxe dois episódios lamentáveis.
Um faz parte do esporte e todos andam equipados para se proteger destes
problemas. O outro foi à falta de consideração de vários pilotos com a
situação de acidente na pista sinalizado com bandeiras amarelas, que não
foram respeitas pondo em risco o atendimento dos pilotos acidentados e
os socorristas. Felizmente Michel da Silva, de Joinville, e Éderson Ballatk,
de São Bento do Sul, estão se recuperando.
Para o atendimento
aos pilotos a prova foi interrompida e na relargada, quem se deu bem foi
André Rinco, de Joinville, que na etapa anterior já havia ficado na terceira
colocação. O paranaense Wilson Pereira ficou em segundo, seguido de Gilson
Araújo. Mesmo assim Gilson manteve a liderança geral do certame, seguido
de Edimilson Batista, de Camboriu, que ficou com a quarta colocação na
prova.
Com a visita
do tetra-campeão catarinense Sílvio Alchini, de Guaramirim, que agora
corre o Campeonato Paranaense, as coisas ficaram difíceis para o líder
Denísio do Nascimento, de Brusque. Sílvio disparou abrindo boa vantagem
rumo a vitória, enquanto Denísio encarou seu rival Luciano de Oliveira,
de Jaraguá do Sul. Luciano botou pressão a prova inteira, mas Denísio
não afrouxou e levou os 25 pontos, assumindo a liderança geral por um
ponto de vantagem sobre Luciano. A força livre nacional vem se mostrando
equilibrada tanto no primeiro quanto no segundo pelotão, com Evandro Espezia,
de Massaranduba, Márcio Mielk, de Blumenau e Eduardo Zonta, de Guaramirim.

Brás dos Santos, líder da cat. Força Livre Especial |
Fechando o dia
largou a força livre especial com Denísio do Nascimento levando sua segunda
vitória. Brás dos Santos ficou em terceiro, mas se mantém líder com Denísio
sete pontos atrás. Aristides Mafra, de Brusque, fez o segundo lugar e
continua na disputa com nove pontos atrás de Brás. Os três andam de CR
450F e aí o que esta valendo é a habilidade com a máquina.
Em resumo
O Campeonato
Catarinense se mostra o meio termo na questão “pistas”, pois já passou
por Jaraguá do Sul - traçado de média alta, Luiz Alves - traçado média
baixa, Papanduva - traçado de média-alta e agora Campo Alegre, de média
baixa. Alternando os tipos de traçados e preparando melhor os pilotos
catarinenses para o Sul Brasileiro, marcado para os dias 24, 25 e 26 de
junho em Massaranduba.
Nesta lógica
os pilotos catarinenses estão mais preparados para as variações, sendo
que os gaúchos andam mais em pistas de média-alta e os Paranaenses em
pistas de média baixa. As outras etapas ainda serão definidas, mas já
fica a expectativa. Como os três Estados têm tradição na “velô”, a rivalidade
é saudável e necessita que se concretize o Sul Brasileiro no calendário
anual para fortalecer a experiência dos pilotos. Quem sabe pela frente
cabe até um Campeonato Brasileiro de Veloterra.
Em Massaranduba
o encontro dos Estados promete muito sob a organização de Antônio Wurst,
o “Nino”, de Massaranduba. “Eu acredito no potencial do motociclismo,
já organizamos duas etapas de sucesso este ano e pretendemos superar as
expectativa com essa etapa do Sul Brasileiro”, disse. Para tanto o motódromo
vem recebendo manutenção, como a ampliação da área de camping, definição
da área de box e conservação da pista. Para os três dias de competição
estão programados treinos na sexta, jantar de confraternização entre os
pilotos e reunião para organização das próximas duas etapas; no sábado
continuam os treinos e de noite shows de rock para animar o público; no
domingo serão disputadas as sete categorias do catarinense e mais a categoria
máster para o Sul Brasileiro.
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